Quem tem direito a receber precatório e como funciona? | GUIA

Quem tem direito a receber precatório e como funciona? | GUIA

Entender quem tem direito a receber precatório é uma dúvida natural entre pessoas que já venceram uma ação judicial, mas seguem sem ver o dinheiro cair na conta. E esse questionamento faz todo sentido. 

Afinal, ganhar o processo não significa, necessariamente, receber o valor devido em um prazo curto. Isso porque, entre a decisão final da Justiça e o pagamento efetivo, existe um caminho longo, burocrático e, muitas vezes, imprevisível.

Ainda assim, a demora no pagamento do precatório costuma ser a principal dor de quem está nessa situação. Nesse contexto, surgem perguntas legítimas e recorrentes, como:

  • O que é precatório e por que ele existe?
  • Quem tem direito a receber precatório?
  • Quais são os casos mais comuns de precatório?
  • Como saber se tenho direito a algum precatório?
  • O que é preciso para receber um precatório?
  • Qual é o valor de um precatório?
  • Qual é o prazo para receber um precatório?
  • Quem pode antecipar precatório e créditos judiciais?

Este artigo foi construído para responder a essas questões sem juridiquês e sem promessas irreais. Continue a leitura e entenda!

O que é precatório e por que ele existe?

É uma ordem de pagamento emitida pela Justiça quando o poder público perde uma ação definitivamente. Mesmo após ganhar o processo, o valor só é pago após a inclusão do débito no orçamento público, o que explica a diferença entre vencer a causa e receber o dinheiro.

Por exemplo, imagine um servidor público que ganha uma ação após anos de processo. A Justiça reconhece o direito, mas o pagamento não sai imediatamente, porque o governo não pode pagar fora do planejamento anual. 

Ou seja, o direito já existe, o valor é seu e está reconhecido oficialmente. Isto é, o que muda é o tempo. Enquanto uma pessoa comum paga uma dívida diretamente, o poder público precisa seguir regras orçamentárias, cronogramas e prioridades legais. 

Por isso, ganhar a ação é um passo fundamental, mas receber o dinheiro depende de etapas administrativas que fogem do controle do autor do processo.

Quem tem direito a receber precatório?

O direito ao precatório pertence a pessoas físicas ou jurídicas que venceram uma ação contra o poder público com decisão definitiva. Esse direito surge quando o valor devido ultrapassa o limite de RPV e pode alcançar autores do processo, empresas, herdeiros legais e advogados com honorários reconhecidos judicialmente.

Quais são os casos mais comuns de precatório?

Grande parte dos precatórios tem origem em ações movidas por servidores públicos, beneficiários do INSS e empresas que prestaram serviços ao governo. Também são frequentes créditos decorrentes de ações coletivas e trabalhistas, geralmente relacionados a diferenças salariais, benefícios previdenciários, contratos administrativos ou condenações judiciais definitivas.

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Como saber se tenho direito a algum precatório?

Para identificar se existe um precatório em seu nome, verifique os seguintes pontos:

  1. Consulta do número do processo nos tribunais competentes;
  2. Pesquisa pelo CPF ou CNPJ nos sistemas judiciais;
  3. Confirmação de que a ação teve decisão definitiva (trânsito em julgado);
  4. Verificação se o valor ultrapassa o limite de RPV;
  5. Análise de ações antigas, coletivas ou pouco acompanhadas;
  6. Checagem de processos conduzidos por advogados com quem não há mais contato;
  7. Avaliação jurídica para confirmar a expedição do precatório e o valor atualizado.

Esse checklist ajuda a evitar que direitos já reconhecidos fiquem esquecidos ou sem acompanhamento adequado.

O que é preciso para receber um precatório?

Para que o pagamento do precatório ocorra, é necessário que todas as etapas abaixo estejam cumpridas:

  1. Processo judicial definitivamente encerrado, sem possibilidade de recurso;
  2. Trânsito em julgado formalmente reconhecido;
  3. Valor da condenação apurado e homologado pela Justiça;
  4. Expedição do precatório pelo tribunal competente;
  5. Inclusão do débito no orçamento do ente público devedor;
  6. Observância da ordem cronológica de pagamento;
  7. Cumprimento do calendário financeiro estabelecido pelo governo.

Mesmo com todos esses requisitos atendidos, o recebimento pode levar anos, pois depende de regras orçamentárias e da capacidade financeira do ente público.

Qual é o valor de um precatório?

O valor de um precatório é calculado com base na quantia reconhecida na sentença judicial, acrescida de correção monetária e juros legais até a data do pagamento. Em geral, envolve valores mais elevados e se diferencia da RPV, usada para quantias menores pagas em prazo mais curto.

Quer um exemplo? Pense em um servidor que ganhou na Justiça o direito a receber R$ 120 mil em diferenças salariais. Até o momento do pagamento, esse valor é atualizado com correção monetária e juros previstos em lei. 

Como ultrapassa o limite da RPV, o crédito entra na fila de precatórios, seguindo o orçamento e o cronograma do governo.

Qual é o prazo para receber um precatório?

Não existe um prazo fixo para receber um precatório. O pagamento depende do tipo de precatório, do ente público devedor, da ordem cronológica, da disponibilidade orçamentária e das prioridades legais. A espera pode variar de alguns anos a mais de uma década, mesmo após a decisão definitiva.

Quem pode antecipar precatório e créditos judiciais?

A antecipação de precatórios e créditos judiciais pode ser feita pelo autor do processo ou pelo advogado. O autor pode transformar o valor futuro da ação em dinheiro imediato, enquanto o advogado pode antecipar honorários. Em ambos os casos, a operação ocorre por cessão de crédito.

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Então, entendeu quem tem direito a receber precatório? Essa compreensão é o primeiro passo para sair da incerteza e retomar o controle sobre um valor que já é seu por decisão da Justiça. 

Embora o direito esteja garantido, os prazos longos e a falta de previsibilidade tornam a espera um desafio para autores e advogados. Portanto, se você não quer ficar anos aguardando na fila do pagamento público, existe um caminho legal, seguro e transparente para transformar esse direito futuro em liquidez hoje.

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