Processo trabalhista caduca? Quanto tempo demora? | Guia 2026

Advogados conversando sobre quando processo trabalhista caduca.

Em alguns casos, um processo trabalhista caduca. Essa dúvida é mais comum do que parece, especialmente quando você já ganhou (ou está perto disso), mas o processo fica parado, arquivado ou sem movimentação. A sensação é de injustiça, e junto vem o medo: será que perdi o direito?

No entanto, tudo depende de prazos, fase do processo e do que acontece na execução. Por isso, neste conteúdo, você entenderá:

  • O que significa a caducidade de um processo?
  • Processo trabalhista caduca?
  • Quando vence um processo trabalhista?
  • Quanto tempo o processo trabalhista caduca?
  • Quantos anos dura um processo trabalhista?
  • Quanto tempo um processo trabalhista pode ficar parado?
  • Quanto tempo um processo trabalhista pode ficar arquivado?
  • Quantos anos leva para caducar uma ação trabalhista na execução?
  • Qual a diferença entre prescrever e caducar no direito trabalhista? 
  • Como saber se um processo trabalhista prescreveu?
  • O que acontece quando não se paga uma dívida trabalhista?
  • O que fazer quando o processo trabalhista demora demais para pagar?
  • Como funciona a antecipação de processo trabalhista?

O que significa a caducidade de um processo?

É a perda do direito de continuar ou iniciar uma ação judicial por não cumprir prazos, ou atos necessários. Isso ocorre quando a parte deixa de apresentar documentos, petições ou comparecer a audiências no tempo correto. Na prática, é como um “prazo de validade” do direito de agir.

Isso acontece porque, mesmo tendo um direito reconhecido, o titular precisa tomar as medidas exigidas dentro do prazo legal para que o caso continue avançando. Logo, quando há inatividade processual, o processo pode ser prejudicado e o direito pode deixar de ser exercido. 

Essa falta de ação costuma ocorrer por diferentes razões, como desinteresse, desconhecimento dos prazos, dificuldades financeiras ou falta de orientação adequada. Por isso, entender as fases do processo trabalhista e seus prazos é importante para evitar a perda de direitos.

Processo trabalhista caduca?

Sim, um processo trabalhista pode “caducar” se a ação não for ajuizada dentro do prazo legal de prescrição. Após o ajuizamento, ele não caduca automaticamente por demora, pois passa a seguir o andamento judicial. Ainda assim, fatores como prazos e inatividade podem afetar o caso, o que exige avaliação jurídica individual.

Ou seja, a caducidade está ligada ao prazo para iniciar a ação. Se o processo foi aberto dentro do período permitido pela legislação vigente, ele segue tramitando normalmente. Porém, mesmo em processos em andamento, podem existir situações específicas que impactam o andamento e os direitos envolvidos.

Por esse motivo, o ideal é contar com orientação jurídica especializada, como a de um advogado, para analisar o caso com segurança.

Quando vence um processo trabalhista?

Um processo trabalhista “vence” quando ocorre a prescrição, ou seja, perda do direito de cobrar judicialmente. Em regra, a ação deve ser ajuizada em até 2 anos após o fim do contrato (prescrição bienal). Mesmo assim, só é possível cobrar verbas dos últimos 5 anos anteriores ao ajuizamento (prescrição quinquenal).

Isto é, imagine que um trabalhador foi demitido em janeiro de 2022. Ele teria até janeiro de 2024 para entrar com a ação trabalhista. Se entrar com o processo em dezembro de 2023, poderá cobrar apenas valores referentes aos últimos 5 anos, ou seja, a partir de dezembro de 2018. Já o que for anterior a essa data pode prescrever.

Quanto tempo o processo trabalhista caduca?

Um processo trabalhista não caduca por tempo depois que já foi aberto corretamente. Ou seja, ele pode demorar muitos anos e continuar válido. A perda do direito acontece, em geral, antes de entrar com a ação (prazo de 2 anos após demissão) ou em situações específicas na execução.

Entenda também quanto tempo dura um processo judicial!

Processo trabalhista pode durar mais de 5 anos?

Sim. Um processo trabalhista pode durar mais de 5 anos, especialmente quando entra na fase de execução, o momento em que a Justiça tenta garantir o pagamento da dívida. Porém, os “5 anos” se referem ao período máximo de direitos que podem ser cobrados (prescrição quinquenal), contado a partir do ajuizamento. 

Por exemplo, se a ação foi protocolada em 2022, pode cobrar verbas desde 2017.

O que significa processo trabalhista com mais de 2 anos?

Um processo trabalhista “com mais de 2 anos” pode indicar, na maioria dos casos, que já se passaram mais de dois anos desde o fim do contrato de trabalho. Esse prazo é importante porque, em regra, o trabalhador tem até 2 anos para ajuizar a ação após a rescisão (prescrição bienal). 

Se esse prazo for ultrapassado, ele pode perder o direito de entrar com a reclamação. Vale lembrar: o prazo de 2 anos é para iniciar a ação, enquanto o prazo de 5 anos limita quais direitos podem ser cobrados, e eles não se somam.

Quantos anos dura um processo trabalhista?

Pode durar de 6 meses a 3 anos ou mais, dependendo da complexidade do caso, quantidade de provas, recursos apresentados e, principalmente, da fase de execução (quando se busca o pagamento). No entanto, não é incomum que o processo demore mais tempo para finalizar e gerar o recebimento.

Quanto tempo um processo trabalhista pode ficar parado?

Pode ficar parado por longos períodos, especialmente na fase de execução, e isso não significa que foi perdido. A paralisação pode ocorrer por falta de bens para penhora, bloqueios frustrados, empresa sem patrimônio ou dificuldade de localizar sócios. Porém, em alguns casos, a inatividade prolongada pode gerar consequências jurídicas.

Quanto tempo um processo trabalhista pode ficar arquivado?

Pode ficar arquivado por tempo indeterminado, ainda mais em arquivo provisório quando a execução não encontra bens para pagamento. Isso não significa perda do direito automaticamente. Porém, se houver inatividade por cerca de 2 anos na execução, pode ocorrer prescrição intercorrente, dependendo do caso e das intimações.

Leia também: como Funciona Um Processo? Conheça As Fases Envolvidas!

Quantos anos leva para caducar uma ação trabalhista na execução?

Uma ação trabalhista pode “caducar” na fase de execução quando ocorre a prescrição intercorrente, que é, em regra, de 2 anos de inércia do credor após intimação para dar andamento ao processo. Se a execução fica sem movimentação por esse período, o direito de cobrar pode ser extinto.

Qual a diferença entre prescrever e caducar no direito trabalhista? 

Prescrição é a perda do direito de cobrar judicialmente um direito trabalhista por não ajuizar a ação dentro do prazo legal. Já a caducidade se refere à perda de validade ou possibilidade de exercer um direito por inatividade, ou expiração de um prazo específico. Ambos envolvem tempo, mas têm efeitos diferentes.

Saiba mais!

Prescrição no direito trabalhista

Prescrição é o prazo legal estabelecido para um trabalhador exercer seu direito de buscar uma solução judicial ou extrajudicial em uma situação trabalhista.

Logo, após o término desse prazo, o trabalhador perde esse direito, mesmo que a questão em si ainda exista. Em outras palavras, a prescrição limita o tempo em que o trabalhador pode iniciar uma ação para reivindicar seus direitos.

Caducidade no direito trabalhista

A caducidade diz respeito à perda de vigência de uma norma, contrato ou direito devido à inércia, ou ao término de prazos específicos. Então, se um processo ou direito caduca, ele perde efeito independentemente de ter expirado o prazo de prescrição. 

A seguir, acompanhe a nossa tabela para entender mais detalhes:

CritérioPrescriçãoCaducidade
O que éPerda do direito de cobrar na Justiça por passar do prazo legalPerda de validade/efeito de um direito por inércia ou prazo específico
Quando ocorreQuando não se ajuíza/aciona dentro do prazoQuando o direito deixa de produzir efeitos, mesmo existindo
Efeito práticoNão dá mais para exigir judicialmenteO direito/norma deixa de valer ou ser exercido

Como saber se um processo trabalhista prescreveu?

Verifique:

  1. Data dos fatos – confirme quando ocorreram os eventos que geraram o direito (por exemplo, verbas rescisórias);
  2. Fim do contrato – veja quando ocorreu a rescisão e inclua o aviso prévio no cálculo, mesmo se foi indenizado;
  3. Data do ajuizamento – confira a data em que a ação foi protocolada na Justiça do Trabalho;
  4. Regra dos 5 anos (quinquenal) – a partir da data do protocolo, conte 5 anos para trás para saber quais direitos ainda podem ser cobrados;
  5. Regra dos 2 anos (bienal) – confirme se a ação foi ajuizada em até 2 anos após o fim do contrato;
  6. Ações anteriores – se o processo foi proposto em tribunal errado ou encerrado sem decisão, a prescrição só é interrompida para os pedidos citados na ação, não para tudo.

O que acontece quando não se paga uma dívida trabalhista?

As principais consequências para a empresa são:

  • execução trabalhista (cobrança forçada do valor devido);
  • multa e juros, podendo incluir multa de 10% em alguns casos;
  • bloqueio de contas e valores pelo SISBAJUD;
  • penhora de bens (veículos, imóveis etc.), inclusive via RENAJUD;
  • restrições ao CNPJ e risco reputacional/creditício;
  • leilão judicial dos bens penhorados;
  • penhora de faturamento, quando necessário para garantir o pagamento;
  • responsabilização dos sócios em hipóteses específicas, atingindo bens pessoais (com exceções legais).

O que fazer quando o processo trabalhista demora demais para pagar?

Em caso de demora, existem três caminhos principais: aguardar a execução judicial, tentar um acordo/renegociação com a parte devedora ou antecipar o recebimento por cessão de crédito judicial, quando o caso permite. A escolha depende da fase do processo, urgência financeira e viabilidade jurídica.

Como funciona a antecipação de processo trabalhista?

A antecipação de processo trabalhista na PX Ativos Judiciais funciona por cessão de crédito judicial (não é empréstimo e não é “compra de processo”). O passo a passo é o seguinte:

  1. Enviar o número do processo ou CPF;
  2. Análise jurídica e financeira do caso;
  3. Proposta detalhada com valores atualizados;
  4. Envio e validação de documentos;
  5. Assinatura do contrato de cessão e dinheiro na conta.
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Antecipe o seu processo trabalhista com ajuda da PX Ativos Judiciais

A dúvida sobre processo trabalhista caduca surge quase sempre no mesmo momento: quando o processo demora, o dinheiro não vem e a pessoa começa a achar que perdeu o direito. Mas, na maioria dos casos, o processo não “vence” só por estar lento.

Felizmente, se você não quer ficar refém dessa espera, existe alternativa: antecipe seu processo trabalhista com a PX Ativos Judiciais! A PX nasceu para resolver a demora no recebimento de valores judiciais.

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